Estudo descobre que quimioterapia menos agressiva após o tratamento inicial de câncer colorretal metastático é mais benéfica

PHOENIX, Arizona — Um estudo da Mayo Clinic que envolveu 5.540 pacientes com câncer colorretal metastático revelou que a quimioterapia de manutenção após o tratamento inicial é mais benéfica para pacientes cuja doença está sob controle, em contraste com um tratamento mais agressivo. 

Uma estratégia de manutenção com quimioterapia com fluoropirimidinas, como a 5-FU ou a capecitabina, é preferível, embora uma observação sem quimioterapia seja uma opção aceitável para alguns pacientes, de acordo com a análise dos resultados dos 12 ensaios clínicos randomizados. O estudo foi publicado na JAMA Oncology

“Com base nesses achados, é apropriado mudar para um regime de quimioterapia de manutenção mais leve, ou mesmo fazer uma pausa no tratamento para alguns pacientes, com a reintrodução da quimioterapia completa quando a doença progredir”, afirmou Mohamad Sonbol, Médico, oncologista da Mayo Clinic. 

“O objetivo da terapia no caso do câncer colorretal metastático é prolongar a vida e, ao mesmo tempo, preservar ou melhorar a qualidade de vida. Como a maioria dessas terapias está associada a efeitos colaterais, é importante utilizar tratamentos que obtenham um benefício máximo com a menor quantidade possível de efeitos colaterais”, disse o Dr. Sonbol, o principal autor do estudo. 

O câncer colorretal é o terceiro câncer mais comum nos EUA. Uma vez diagnosticado, 1 a cada 4 pacientes apresenta um câncer que já se espalhou para outros órgãos. Ensaios controlados e randomizados testaram diferentes estratégias de continuação da quimioterapia após o tratamento inicial, em contraste com uma quimioterapia de manutenção menos intensiva e observação sem quimioterapia. 

Os resultados desses ensaios foram inconsistentes, dificultando as conclusões. O estudo da Mayo Clinic utilizou uma rede de meta-análise de achados dos 12 ensaios para comparar as estratégias de tratamento adotadas e os resultados. 

A análise não revelou nenhum benefício na continuação da quimioterapia completa até a progressão da doença, em contraste com as outras estratégias. Além disso, todas as estratégias de manutenção demonstraram uma melhoria significativa no controle da doença (taxa de sobrevivência sem progressão), em contraste com a observação. Os investigadores também compararam diferentes tratamentos de manutenção utilizados e descobriram que o regime preferido é com fluoropirimidinas, com ou sem a adição de bevacizumabe, um fármaco usado em conjunto com medicamentos de combate ao câncer. 

“Muitas quimioterapias que estão sendo utilizadas são benéficas inicialmente tanto para diminuir quanto para controlar o câncer”, disse Tanios Bekaii-Saab, Médico, oncologista gastrointestinal da Mayo Clinic e autor sênior do estudo. “Porém, após alguns meses de tratamento, o benefício máximo geralmente é obtido, sendo que o foco principal deve estar em como continuar esse benefício e, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos colaterais. Este estudo confirma que mudar para o tratamento de manutenção é apropriado e benéfico, com a introdução da quimioterapia completa em uma etapa posterior, caso haja progressão da doença.” 

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